Fisioterapeutas poderão praticar acupunturas no SUS

       A cada ano que passa,cresce o interesse dos profissionais da saúde pela prática da Acupuntura, que deixou de ser reconhecida como prática exclusiva de médicos e passa a ser especialidade de sete profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão unânime foi tomada no dia 10 de fevereiro, em reunião ordinária do plenário do Conselho Nacional de Saúde (CNS), revogando a Resolução Ciplan 5/88 MPAS/SG, que outorgava a prática da Acupuntura somente aos médicos no âmbito do SUS. Co a decisão, foram contempladas as seguintes profissões que possuem esoecialidade para a prática de Acupuntura no SUS: Fisioterapia, Biomedicina, Educação Física, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Medicina. A conquista é fruto do trabalho intensivo que o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional tem feito junto ao Ministério da Saúde.
      O COFFITO foi a primeira entidade a identificar a tramitação do projeto naquele Ministério. Através de uma estratégia conjunta com a colaboração dos demais Conselhos Federais da área da saúde, o COFFITO conquistou o apoio de autoridades e de diversos profissionais que se convenceram da tese de que Acupuntura deve ser praticada por todas as profissões que possuam a especialidade na área, com o reconhecimento dos seus respectivos Conselhos Federais. A Acupuntura, que constitui um dos componentes da Medicina Tradicional Chinesa e que funciona a partir da estimulação de pontos anatomicamente definidos do corpo humano, vem sendo cada vez mais reconhecida pela população como prática alternativa de saúde para uma solução mais rápida de várias doenças, sem apresentar efeitos colaterais advindos de medicamentos.

Efeitos da decisão do CNS
     A eficácia e a boa aceitação da Acupuntura pela população são alguns dos motivos pelos quais se deve estender a prática para outras áreas da saúde. Essa intensa procura pelo tratamento deixou de ser demanda específica de uma parcela da população que pode pagar por serviços de saúde privados. Agora, os usuários dos serviços públicos têm mostrado que o interesse pela especialidade não é exclusiva de parcela da população com alto poder aquisitivo.Para a Vice-Presidente do COFFITO, Dra. Ana Cristhina de Oliveira Brasil, com a revogação da Resolução Ciplan buscou-se dividir a hegemonia médica com outros profissionais da saúde. Com isso, todos ganham, principalmente o paciente, que poderá optar entre vários profissionais qualificados da saúde, sem falar na melhoria do atendimento nos serviços do SUS. A Dra. Ana Cristhina explica ainda que a referida Resolução também serviu de apoio à sustentação do Ato Médico e agora, com sua revogação, fica mais uma vez clara a intenção de se buscar uma multidisciplinariedade na promoção e recuperação da saúde e espaço de trabalho para os demais especialistas da área.
O oferecimento do tratamento de Acupuntura pelos serviços públicos demostra o reconhecimento oficial de sua eficácia, já que o relato de curas com o uso da técnica tem sido verificdo freqüentemente. A oferta de métodos utilizados em sua aplicação tem apontado diversos resultados positivos, como o mais novo sucesso que é a anestesia com Acupuntura em diferentes cirurgias.
     O Presidente do COFFITO, especialista em Acupuntura, Dr. José Euclides Poubel e Silva, explica que hoje os efeitos da Acupuntura são inquestionáveis. Os tratamentos são para as mais diversas doenças, entre elas trauma esportivo, pós-operatório, lesão por esforço repetitivo (LER), tendinite, e muitas outras. Por isso, profissionais de diversas áreas da saúde já comemoram a ampliação da prática desta especialidade e aguardam que o Ministério de Estado da Saúde oficialize o ato com uma portaria ministerial.

Jornal do Cofito
Março 2006



 
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